Terça-feira, 24 de Maio de 2016 às 02h10
 

Procissão de  Corpus Christi
 
 

A Diocese de Parnaíba- PI, juntamente com as Paróquias, celebrarão a PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI, dia 26 de maio de 2016.

A Festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Saindo às 16h30 da Catedral de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça passando pelas ruas/avenidas: Rua Oscar Clarck, Praça da Mulher do Pote, Rua Pe. Castelo Branco, Rua Gervásio Sampaio, Av. Álvaro Mendes até a Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima, onde acontecerá a Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano Dom Alfredo Scháffler e em seguida Bênção do Santíssimo Sacramento.
 
 
 
Fonte: Site Paróquia Nossa Senhora de Fátima
 
 
Quarta-feira, 20 de abril de 2016 às 

Celebração de Ação de Graças pelos 41 Anos de Vida Sacerdotal de Pe. João Maria 


A Paróquia Frei Galvão celebrou nesta quarta-feira, 20 de abril de 2016 às 17h30, a missa em ação de graças pelos 41 anos de vida Sacerdotal de Pe. João Maria


A celebração foi presidida por Pe. João Maria e concelebrada por Pe. Jurandir





Animação
               Daene               Boa Ventura Filho                                         






 Logo após a celebração, o Pe. João Maria recebeu os convidados no salão paroquial.




Parabéns ao nosso querido Pe. João Maria, que Deus o abençoe hoje e sempre!!!

"Paz e Bem"

Fotos: Jesse James 
 
 
 



Terça-feira, 19 de Abril de 2016 às 19h59
 

Convite Especial 
 
 


O Pe. João Maria convida dos amigo (as) para Missa em Ação de Graças pelos sus 41 Anos de Vida Sacerdotal, quw será celebrada nesta quarta-feira, 20 de abril às 17h30 na Paróquia Frei Galvão (Conjunto Joaz Souza)

Venha Você e sua Família prestigiar este grande momento celebrativo na vida do nosso querido Pe. João Maria.

"Paz e Bem"



Quarta-feira, 09 de Março de 2016 às 06h59

Convite

Festividade a São José
De 09 a 19 de março de 2016 
 
 
"Sejamos Misericordiosos como foi São José"

Hoje às 16h30, caminhada no setor São Félix, saindo de Santa Clara, passando por Nossa Senhora de Fátima até o Abrigo São José, e às 18h00: Missa de Abertura e hasteamento da bandeiro.

Venha você e traga a sua família!!!

Capela São José
Av. Pe. Raimundo José Vieira, 1200
Abrigo São José - Bairro São Benedito
Comunidade São Benedito
Paróquia São Sebastião
Diocese de Parnaíba - PI
 
 
 
Terça-feira, 08 de Março de 2016 às 22h12

Convite 



Louvor e Avivamento na Fé dia 21 de março de 2016 às 19h00 no Salão Madre Cecília na Paróquia Santa Ana - Diocese de Parnaíba - PI

Louvor, orações, pregação da Palavra de Deus e muito mais.

Venha você e traga a sua família!!!
Terça-feira, 08 de Março de 2016 às 07h41




 
São os votos da Família Divulgando o Evangelho!!!
 
 
 


Quarta-feira, 02 de Março de 2016 às 12h32


Dez ensinamentos da Bíblia para as horas difíceis
 



1 – “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu!” (Is 43,2)

2 – “‘Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos: Nós, porem, a temos em o Nome do Senhor, nosso Deus”. (Salmo 19,8)

3 – “E toda essa multidão saberá que não é com espada e nem com lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos”. (1 Samuel 17,47)

4 – “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. (Jeremias 17,7)para_estar_menor

5 – “Não temais, não vos deixais atemorizar diante dessa multidão imensa, pois a guerra não compete a vós, mas a Deus”. (2 Crônicas 20,15)

Leia também: Como ler a Bíblia?

Cinco conselhos práticos para uma boa oração com a Bíblia

Como ler e entender a Bíblia?

6 – “Não vos assusteis, não tenhais medo deles. O Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá Ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos”. (Deuteronômio 1,29-30)

7 – “Não os temas, lembra-te do que fez o Senhor, teu Deus, ao Faraó e a todos os egípcios” (Deuteronômio 7,18)escoladafeii

8 – “Coragem! e sede forte. Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha a vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”. (Dt 31,6)

9 – “Porque a vitória no combate não depende do número, mas da força que desce do céu… O próprio Deus os esmagará aos nossos olhos. Não os temais” (1 Mac 3,19-22).

10 – “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5,4)

Por: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Canção Nova
Quarta-feira, 02 de Março de 2016 às 12h21


Misericórdia e correção
 


Papa na catequese: a Igreja não precisa de dinheiro sujo

Falando de misericórdia e correção, Papa frisou que Deus corrige com amor, não quer sacrifícios; a Igreja não precisa de dinheiro sujo, disse como exemplo

Papa fala aos fiéis na catequese desta quarta-feira

O Papa Francisco dedicou a catequese desta quarta-feira, 2, ao tema “misericórdia e correção”. Ele falou de Deus como o pai que ama e, justamente por isso, corrige seus filhos quando necessário.

Mas o caminho da misericórdia divina é aquele da correção afetuosa, que deixa a porta aberta à esperança. Francisco explicou que Deus não quer sacrifícios rituais, mas sim indica o caminho da justiça; como diz o profeta Isaías, a Deus não agrada o sangue de touros e cordeiros, sobretudo se a oferta é feita com as mãos sujas com o sangue dos irmãos.

Nesse ponto, o Papa fez uma crítica a algumas pessoas que fazem doações à Igreja mas com “dinheiro sujo”. “Penso em alguns benfeitores da Igreja, com boas ofertas, mas esta oferta é fruto de tanta gente explorada, maltratada, escravizada com o trabalho mal pago. Eu digo a estas pessoas: levem de volta este cheque, queime-o. O povo de Deus, isso é, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, mas de corações abertos à misericórdia de Deus”.
O Pai afetuoso que não renega seus filhos

A reflexão da catequese veio da leitura do livro do profeta Isaías, em que Deus, como pai afetuoso e atento, dirige-se a Israel acusando-o de infidelidade e corrupção para levá-lo de volta ao caminho da justiça.

“Deus, mediante o profeta, fala ao povo com a amargura de um pai desiludido: fez os filhos crescerem e agora eles se rebelaram contra Ele”. Mas mesmo ferido, Deus deixa o amor falar e apela à consciência de seus filhos para que se regenerem, explicou o Papa. Essa é a missão educativa dos pais, fazer os filhos crescerem na liberdade, responsáveis, capazes de fazer obras boas para si e para os outros. Mas por causa do pecado, a liberdade se torna pretensão de autonomia e orgulho, ressaltou Francisco, e por isso Deus apela à consciência de seu povo.

“Deus nunca nos renega, nós somos o seu povo. O mais maldoso dos homens, a mais maldosa das mulheres, o mais maldoso dos povos são seus filhos. E esse é Deus: nunca nos renega! Diz sempre: ‘filho, vem’. E esse é o amor do nosso Pai; essa misericórdia de Deus. Ter um pai assim nos dá esperança, confiança”.

O Papa enfatizou que onde se rejeita Deus não há vida possível, mas mesmo esse momento doloroso acontece em vista da salvação: a provação é dada para que o povo experimente a amargura de quem abandona Deus. “O sofrimento, consequência inevitável de uma decisão autodestrutiva, deve fazer o pecador refletir para abri-lo à conversão e ao perdão (…) Este é o caminho da misericórdia divina”.


Por: Jéssica Marçal
Da Redação Canção Nova
Foto: Reprodução CTV

 
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016 às 23h16

24 Horas de Misericórdia




A Paróquia Sagrado Coração de Jesus convida todos os paroquianos e  para participarem nos dias 27 a 28 de fevereiro de 2016 das 24 horas de Misericórdia, momento muito forte de  Louvor, Perdão, adoração, celebrações e muito amor de Deus.

Venha você e sua família!!!!

Realização
Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Diocese de Parnaíba - PI
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016 às 13h05


Feijoada Beneficente
 
 
A Comunidade Santa Clara (Paróquia São Sebastião) realizará neste domingo, 28 de fevereiro de 2016 as 11h00, uma deliciosa feijoada em prol da construção do salão comunitário. Valor: R$ 5,00

Realização
Comunidade Santa Clara
Rua Paul Harris Nº 160
Bairro Cantagalo
Paróquia São Sebastião
Diocese de Parnaíba - PI



Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016 às 12h44


Ano da Misericórdia
 
Em Missa, Papa celebra Jubileu da Cúria Romana

Papa presidiu Missa na Basílica de São Pedro para celebrar o Jubileu da Cúria Romana, no contexto do Ano da Misericórdia

Membros da Cúria, do governatorato e de instituições ligadas à Santa Sé celebram Jubileu com o Papa

No contexto do Ano da Misericórdia, o Papa Francisco celebrou nesta segunda-feira, 22, o Jubileu da Cúria Romana. O Santo Padre presidiu a Missa na Basílica de São Pedro no dia em que se celebra a cátedra desse apóstolo, primeiro Papa da Igreja católica.



A festa de hoje, segundo o Papa, reúne membros da Cúria, do governatorato e das instituições ligadas à Santa Sé para celebrar o Jubileu da Misericórdia como comunidade de serviço.

“Vós, quem dizeis que eu sou?”, essa pergunta de Jesus ressoa ainda hoje, disse Francisco. Uma pergunta cheia de amor do Cristo que convida a renovar a fé Nele, reconhecendo-O como Senhor da vida. “O nosso pensamento e o nosso olhar estejam fixos em Jesus Cristo, início e fim de toda ação da Igreja. (…) Ele é a ‘pedra’ sobre a qual devemos construir”.

ano-misericordia-noticiasAo professar essa fé em Jesus, o Papa lembrou à Cúria o dever de corresponder ao chamado de Deus, ou seja, aos pastores é pedido que tenham Ele mesmo como modelo, Aquele que sempre cuida do seu rebanho e vai atrás da ovelha perdida.

“Faz bem também a nós, chamados a sermos Pastores na Igreja, que a face de Deus, Bom Pastor, nos ilumine, nos purifique, nos transforme e nos reconstitua plenamente renovados à nossa missão. Que também nos nossos ambientes de trabalho possamos sentir, cultivar e praticar um forte sentido pastoral, antes de tudo para com as pessoas que encontramos todos os dias”.

Francisco pediu que Deus livre a Cúria Romana da tentação que a afasta dessa essência de sua missão. Ele convidou todos os presentes a redescobrir a beleza de professar a fé no Senhor Jesus, sem se esquecerem da misericórdia.

“A fidelidade ao ministério se conjuga bem com a misericórdia da qual queremos fazer experiência. Na Sagrada Escritura, fidelidade e misericórdia são um binômio inseparável (…) e justamente em sua reciprocidade e complementaridade se pode ver a presença do Bom Pastor”, concluiu o Papa.

 
 
Por: Jéssica Marçal
Da Redação Canção Nova
Foto: L'Osservatore Romano


 
Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016 às 10h11

Convite

Festejo a São José
De 09 a 19 de Março de 2016 

 
"Sejamos misericordiosos com foi São José"

"A sua presença será motivo de alegria na festividade do Patrono da Igreja, fazendo um gesto concreto de misericórdia, visitando o Abrigo São José. Conheça a quela casa e faça um idoso feliz."

Abrigo São José
Av. Pe. Raimundo José Vieira Nº 1200
Bairro São Benedito
Comunidade São Benedito
Paróquia São Sebastião
Diocese de Parnaíba - PI
 
 
 
Domingo, 21 de Fevereiro de 2016 às 10h57


Angelus

Visita ao México foi experiência de transfiguração, diz Papa


Francisco esteve no México entre os dias 12 e 17 de fevereiro. No Angelus, ele comentou a viagem

O Angelus com o Papa Francisco na Praça de São Pedro neste 2º domingo da Quaresma, 21, referiu-se ao Evangelho da Transfiguração de Jesus.

Partindo desse tema, o Santo Padre falou sobre a sua Viagem Apostólica ao México considerando ter sido uma experiência de transfiguração. “O Senhor mostrou-nos a luz da Sua glória através do corpo da sua Igreja, o seu Povo santo que vive naquela terra. Um corpo tantas vezes feridos, um povo tão frequentemente oprimido, desprezado, violado na sua dignidade” – disse o Papa.

Francisco considerou a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe como “centro de gravidade espiritual”. “Permanecer em silêncio diante da imagem da Mãe era aquilo que em primeiro lugar me propunha. E agradeço a Deus que me concedeu”, disse.

“Contemplei e, deixei-me olhar por Aquela que traz gravada nos seus olhos os olhos de todos os seus filhos, e recolhe as dores pela violência, os sequestros, os assassinatos, os abusos em detrimento de muitas pessoas pobres, de muitas mulheres. Guadalupe é o santuário mariano mais visitado do mundo. De toda a América vão rezar onde a Virgem Morenita mostrou-se ao índio S. Juan Diego, dando início à evangelização do continente e à sua nova civilização, fruto de encontro entre as diferentes culturas”, acrescentou.

A herança que o Senhor deu ao México, segundo o Papa, é valorizar a riqueza da diversidade e, ao mesmo tempo, mostrar a harmonia da fé comum, “uma fé sincera e forte, acompanhada de uma grande carga de vitalidade e de humanidade”.
Encontro com Kirill

O Papa Francisco também recordou com particular emoção o encontro em Cuba com o Patriarca de Moscovo Kirill:

“Um louvor especial elevamos à Santíssima Trindade por ter querido que, nesta ocasião, acontecesse em Cuba o encontro entre o Papa e o Patriarca de Moscovo e de Toda a Rússia, o caro irmão Kirill; um encontro muito desejado também pelos meus Predecessores. Este evento é uma luz profética da Ressurreição, da qual o mundo de hoje tem mais do que nunca necessidade. A Santa Mãe de Deus vai continuar a orientar o caminho da unidade.”


 
Fonte: Da redação Canção Nova 
com Rádio Vaticano
Domingo, 21 de Fevereiro de 2016 às 10h54


Portugal
 
 
1500 crianças participam do "Encontro com os Pastorinhos" em Fátima


A atividade decorreu na Basílica da Santíssima Trindade com uma catequese e a oração do Rosário

Cerca de 1500 crianças participaram nesse sábado, 20, no Santuário de Fátima, de um “Encontro com os pastorinhos”, inserido no Dia dos Pastorinhos que marcado o aniversário de morte de Jacinta Marto, em 20 de fevereiro.

A atividade decorreu na Basílica da Santíssima Trindade com uma catequese e a oração do Rosário animada pelas Religiosas da Aliança de Santa Maria e presidido pelo reitor do Santuário,  padre Carlos Cabecinhas. Ele destacou o evento como uma forma de “atingir as faixas etárias mais jovens”, uma “preocupação” que “esteve presente desde o início da preparação do centenário das Aparições”.

“É sempre uma experiência extremamente agradável perceber que a mensagem de Fátima continua a tocar as crianças, talvez ainda mais do que no passado. E o fato de termos celebrado hoje festivamente a festa litúrgica dos pastorinhos, com a presença de tantas crianças no Santuário, vem manifestar como os jovens estão receptivos à mensagem de Fátima”, salientou.

Os mais novos foram convidados “a recordar a entrega dos pastorinhos, que ofereceram os seus sacrifícios e orações a Nossa Senhora pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo”.

O programa dedicado ao dia litúrgico dos Pastorinhos de Fátima (os beatos Francisco e Jacinta) começou na última sexta-feira com um conjunto de momentos de oração na Capela do Santíssimo Sacramento, na Capelinha das Aparições e na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Durante a celebração, o bispo de Leiria-Fátima, Dom Antônio Marto, destacou “o exemplo de vida dos pastorinhos”, salientando que “os pequenos por vezes dão grandes lições e dizem coisas muito belas”.

O bispo referiu ainda que Francisco, Jacinta e Lúcia “são a expressão do sorriso, da ternura e do carinho de Deus pelos homens e pela humanidade” e incentivou os mais novos a serem “colaboradores” de Deus “no amor e na misericórdia, para tornar o mundo melhor”.

Os refugiados, segundo o bispo, são “um exemplo do quão é preciso mudar o mundo e ser combatente pela oração, adoração e reparação do mal”.

O Dia dos Pastorinhos terminou com um concerto “marcado por três momentos que ressoam a mensagem de Fátima – conversão, paz, oração”.

O Santuário recorda que o Dia dos Pastorinhos decorre a 20 de fevereiro porque é a data que assinala o falecimento da beata Jacinta Marto, a mais jovem dos videntes, nascida a 11 de março de 1910.

“Na altura das aparições tinha sete anos. Francisco, o seu irmão, dois anos mais velho, tinha nove. Ambos conviveram de perto com a prima, Lúcia de Jesus, mais velha e com quem partilharam as visões”, relata o santuário mariano.

 
Fonte: Da redação Canção Nova com Agência Ecclesia

Sábado, 20 de Fevereiro de 2016 
 
 
BONDADE E AMOR

Segunda Audiência Jubilar: misericórdia é empenho concreto


O  Papa Francisco falou do Jubileu da Misericórdia como uma verdadeira oportunidade para entrar em profundidade no mistério da bondade e do amor de Deus

Na segunda audiência jubilar dedicada ao tema “misericórdia e empenho” o Papa Francisco, dirigindo-se aos milhares de fiéis e peregrinos presentes, falou do Jubileu da Misericórdia como uma verdadeira oportunidade para entrar em profundidade no mistério da bondade e do amor de Deus.

“Neste tempo de Quaresma somos convidados a viver de maneira coerente a nossa fé com um estilo de vida que exprima a misericórdia do Pai, um empenho que somos chamados a assumir para oferecermos a todos os que encontramos o sinal concreto da proximidade com Deus”, disse o Papa.
Vida do cristão

Sobre o significado do empenho na vida do cristão, Fracisco fez uma pergunta: “O que é o empenho? E o que significa comprometer-se? Quando me comprometo, isso significa que assumo uma responsabilidade, uma tarefa para com alguém; e significa também o estilo, a atitude de fidelidade e dedicação, de atenção particular com a qual eu realizo esta tarefa. Todos os dias somos convidados a realizar com empenho as coisas que fazemos: na oração, no trabalho, no estudo, mas também no desporto, nas atividades livres.”

O Santo Padre prosseguiu dizendo que antes de tudo, Deus também empenhou-se com todos, criando o mundo e mantendo-O vivo apesar das muitas tentativas de arruiná-lo. “Mas sobretudo empenhou-se dando-nos Jesus, que é o empenho extremo que Deus assumiu connosco, pois como diz São Paulo, ‘não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós'”.
Empenho de Deus

No Evangelho, é possível notar como se manifesta o empenho de Deus para com a humanidade. O Papa explica que em Jesus, Deus empenhou-se de maneira completa para restituir esperança aos pobres, àqueles que não tinham dignidade, aos estrangeiros, os doentes, os prisioneiros e aos pecadores que Ele acolhia com bondade.

“Em tudo isto, Jesus era uma expressão viva da misericórdia do Pai. Jesus acolhia com bondade os pecadores, amava-os e mudava-lhes o coração”.

Partindo deste amor misericordioso com que Jesus exprimiu o empenho de Deus, disse ainda Francisco, também nós podemos e devemos corresponder ao seu amor com o nosso empenho, sobretudo nas situações de maior necessidade e onde há mais sede de esperança, como por exemplo, com as pessoas abandonadas, os trazem graves deficiências, os doentes mais graves, os moribundos, os que não são capazes de exprimir a sua gratidão.

“Em todas estas realidades nós trazemos a misericórdia de Deus através de um empenho de vida, que é testemunho da nossa fé em Cristo”, sublinhou Francisco.
Esperança

E o Papa diz ainda que há esperança de que este Jubileu possa ajudar a “nossa” mente e o “nosso” coração a tocar com a mão o empenho de Deus com cada um de, para podermos transformar a vida em um empenho de misericórdia para com todos.

Aos peregrinos de língua portuguesam o Papa dirigiu as seguinte palavras: “Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação fraterna para todos vós. Ao realizardes esta peregrinação jubilar, que Deus vos abençoe com uma grande coragem para abraçardes diariamente a vossa cruz e um vivo anseio de santidade para iluminardes com a esperança a cruz dos outros irmãos. Conto com as vossas orações por mim. Bom caminho da Quaresma.”
Saudação

Em seguida o Francisco saudou cordialmente, entre outros, os membros da Federação Italiana das Associações de Doadores de Sangue e a Associação das sociedades de mútuo socorro, com o augúrio de que o Jubileu da misericórdia seja para todos uma oportunidade para redescobrir a importância da fé e difundir na vida quotidiana a beleza do amor de Deus por cada um de nós.

A concluir o Santo Padre dirigiu um pensamento particular aos jovens, os doentes e recém-casados: “Próxima segunda-feira é a festa da Cátedra do Apóstolo Pedro, dia de comunhão especial dos crentes com o Sucessor de São Pedro e com a Santa Sé.

Este evento, neste Ano Santo, será também dia de jubileu para a Cúria Romana, que trabalha diariamente ao serviço do povo cristão. Exorto-vos a perseverar na oração pelo meu ministério universal, e agradeço-vos pelo vosso empenho na edificação diária da comunidade eclesial”. E a todos o Papa Francisco deu a sua bênção.

 
 
Fonte: Da redação Canção Nova com Rádio Vaticano


Sábado, 20 de Fevereiro de 2016 às 06h16


Masculinidade
A oração que tem transformado a vida dos homens
 
 
Existe uma oração que está transformando a vida dos homens e impulsionando-os a buscar sua verdadeira missão
Algo novo tem acontecido nas paróquias. De modo até tímido, temos visto os chamados grupos de Terço dos Homens começarem e, aos poucos, angariarem cada vez mais varões, podendo, em não poucos casos, chegarem a mil, mil e quinhentas, duas mil pessoas para a oração do Santo Terço.

O mais importante é que essa oração tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos do vício, pornografia, adultério e seitas secretas; devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja. Por isso achei importante escrever um livro que descrevesse todas essas maravilhas.

A obra retrata o que vem a ser o Terço dos Homens, a origem do movimento em nosso país, como acontecem essas conversões e o que se passa no íntimo desses homens. No entanto, não me contentei em falar somente do Terço dos Homens sob o aspecto da vida de oração e seus efeitos, mas vi uma ótima oportunidade de falar também de vida, de assuntos de interesse masculino, e ofertar alguma literatura que pudesse dar um norte ao homem de hoje, como é pedido pelo movimento Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt – de quem veio o principal impulso, nesses últimos tempos, para a propagação do Terço dos Homens –, em que um dos pilares dos grupos de Terço é a formação humana para os homens.

Tenho percebido que, a partir da oração do Rosário, os homens têm se convertido, voltado aos sacramentos e, a partir disso, buscado um sentido maior para a vida deles; daí vem a segunda parte do título do livro: ‘A grande missão masculina’.
Mas qual é essa grande missão?

Vou relatar, brevemente aqui, quatro características das quais Deus pensou para o homem em sua origem, desde quando formou o ser masculino, a fim de que este chegue a concretizar sua missão neste mundo.

Acolhedor – Deus fez o homem primeiro que a mulher. Por quê? Para ele ser maior que ela? Não! Para que, a partir do que Ele criou, preparar-lhe o ambiente. O homem é como o anfitrião da mulher.

Podemos ver essa imagem também na cultura judaica. Quando um casal estava prometido em casamento, sabemos, pela tradição, que a obrigação de construir a casa era do homem e, no dia do casamento, ele ia buscar, com os seus amigos (cf. Jo 3,29), a noiva, que o esperava na casa de seus pais junto com as virgens (cf. Mt 25,1). Portanto, a mulher foi dada ao homem, o Senhor a apresentou a ele (cf. Gn 2,22). Temos de ver as mulheres de forma diferente da que o mundo nos propõe; temos de vê-las pela ótica do Senhor, ou seja, como Deus as vê. A partir daí, conseguiremos enxergar a riqueza daquela que compartilhará nossa vocação esponsal.

Portanto, se um homem não respeita, não acolhe nem tem cuidado com a mulher, se ele a enxerga como objeto de sua satisfação, está agindo fora de sua própria essência, pois está desobedecendo ao sentido de sua existência e, consequentemente, não se realizará enquanto pessoa, não será feliz.

Você já viu algum homem feliz ou de bem com a vida, que usa ou expõe uma mulher, que a tortura psicologicamente, a agride verbal ou fisicamente?

Condutor – O homem deve “Chamar para si a responsabilidade de guiar sua esposa e seus filhos pelos caminhos corretos e santos para chegarem ao Céu.[…] Conduzir aqui não significa ser opressor, invasor, centrado em si mesmo, que faz com que todos sigam seu pensamento. Mas simboliza o sacrifício de si próprio para o bem-estar do outro. Muitas vezes, aquele que vai à frente numa viagem é o que se dispõe a colocar-se primeiro diante dos riscos, justamente para assegurar a vida daqueles que vêm atrás. Ele motiva e estimula quando necessário, mas está atento aos seus e ao ritmo diferente de cada um. Certa vez, lendo um livro de espiritualidade, encontrei uma representação do que é isso:[..] ‘Quando meu pai colocou o anel no dedo da minha mãe, e o padre os declarou marido e mulher, Nosso Senhor entregou ao meu pai um cajado, que parecia um pauzinho curvo de Luz, tratava-se de uma graça que Deus dá ao homem. É um dom de autoridade de Deus Pai, para esse homem guiar o pequeno rebanho que são os filhos, que nascem desse matrimônio, e também para defender o matrimônio’ (Lv. ‘O livro da vida! Da ilusão à verdade’. POLO, Glória. Goiânia: América Ltda, 2009. p. 40)”.
A mais profunda vocação do homem é ser pai

Paternidade – A mais profunda vocação do homem é ser pai. Ele nasce e se desenvolve para isso. O homem, com tudo o que lhe pertence – seus dons, talentos e habilidades, todo seu conhecimento, prática e técnica que adquire, tudo o que desenvolve durante sua vida –, só encontrará plena realização se canalizar tudo para o exercício da sua paternidade.

Geralmente, é a figura paterna quem ensina o filho a andar de bicicleta – segura-o para não cair, soltando-o quando vê que ele já adquiriu certo equilíbrio, ainda que o pequeno não confie em si mesmo. A criança experimenta o prazer de ser desafiada pelas ocasiões da existência e alcançar pequenas vitórias pessoais. Também é o pai quem, na maioria das vezes, brinca pedindo ao filho que pule de alguma altura para segurá-lo no colo. Dificilmente, veremos uma mãe brincando assim!

Tudo isso vai sendo registrado na cabecinha da criança como: “Você é capaz”, “Eu acredito em você”, “Existe alguém junto com você, alguém que o olha, mesmo quando você se sente sozinho no desafio”.

Na pré-adolescência ou juventude, também é comum que seja o pai a ensinar como o mundo funciona ou até mesmo ensinar um ofício ao seu filho. Jesus aprendeu a ser carpinteiro com seu pai José.

Se um pai não gosta de trabalhar, é adúltero ou cultiva vícios, seu filho seguirá seu exemplo ou entrará em “pé de guerra” contra ele.

Afetividade Masculina
Todo homem precisa de uma luta

Enfrentamento – “O substrato básico do ser humano está na feminilidade, e o sexo masculino, para se desenvolver, precisa surgir por meio de um esforço”. Isso é verdadeiro biológica, psíquica e espiritualmente.

Biológico, pois o embrião inicialmente é feminino. Se seguir de forma linear, ou seja, conforme já vem acontecendo o desenvolvimento do embrião desde sua fecundação, nascerá então uma menina. Para que surja um menino, é preciso que ocorra uma revolução química. Não que não haja as propriedades masculinas, o cromossomo Y está ali, mas precisa acontecer essa revolução.

Psíquico, porque tanto o menino quanto a menina são criados pela mãe; consequentemente, ficam mais tempo com ela. As meninas estão em harmonia com a mãe e se desenvolvem femininas. O menino precisa se afastar do mundo da mãe e, ao afastar-se, torna-se homem.

Espiritual, porque “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher”.

Desde pequenos, buscamos autenticar nossa masculinidade – competimos entre nós, desafiamo-nos, impomos condições, ritos de passagem para sermos aceitos e aprovarmos o outro.

Todo homem precisa ter por que lutar. O prêmio final, a vitória será a consequência do que adquirirmos durante a batalha. Portanto, a grande missão masculina é sermos acolhedores, condutores e paternos, enfrentarmos o mundo como linha de frente.

Que grande graça é o Terço dos Homens! A partir da oração simples, mas feita com o coração, ele pode revelar e autenticar todas essas características que Deus já depositou em nós.

Não canso de repetir que esse movimento é iniciativa de Nossa Senhora, a mulher que gerou Jesus e quer formar, gerar em nós características, infundir em nós o mesmo Espírito de Seu Filho divino. Cristo é o modelo do homem que frequenta o Terço dos Homens.


Por: Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro “Maria, humana como nós” e “As cinco fases do namoro”. Também é colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.
Fonte: Canção Nova

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016 às 12h38

Sacramento da Cura
Como fazer uma boa confissão?
 

A confissão é um sacramento de cura

Cada vez mais e mais pessoas têm buscado a cura da alma, fiéis têm também encurtado o tempo de uma confissão para outra. Mas é preciso ficar atento, pois não basta confessar várias vezes, é preciso confessar-se bem. Mas como fazer isso?

Como fazer uma boa confissão

Bom, confessar-se é dizer a verdade, relatar algo que foi feito; confessar significa assumir tal ato. No caso da confissão sacramental, significa dizer os pecados, os erros cometidos contra os mandamentos de Deus.
Quatro passos necessários para uma boa confissão

Podemos dizer que são necessários quatro passos. No primeiro, a pessoa deve se colocar em oração, pedir a Deus a graça de uma sincera contrição; no segundo, fazer um bom exame de consciência ao rezar, lembrar como foi a caminhada da última confissão até o presente; depois, buscar o sacerdote e confessar. Por fim, após a confissão, cumprir a penitência.

Então, o primeiro passo é rezar, orar a Deus pedindo um coração arrependido do mal realizado, pois nem sempre este se arrepende; muitas vezes, a consciência está laxa, ou seja, até sabe que errou, mas não veio o arrependimento. A oração será esse pedido a Deus para que se convença do mal e se arrependa.

Segundo passo: importante fazer um bom exame de consciência, ou seja, fazer um balanço desde a última confissão sobre os males cometidos. Nesse momento, vale dizer que pecado confessado é pecado perdoado. Se um pecado foi confessado e não mais cometido, não se confessa novamente. Outra dica interessante: se você tem dificuldades, medo ou vergonha de se confessar, faça o seguinte: anote seus pecados. Isso ajudará muito você e o sacerdote.

O terceiro passo: buscar um sacerdote católico, um padre ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, pois ele recebeu o múnus, o serviço de celebrar este sacramento pela autoridade do bispo que o ordenou e do bispo local. É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja que o padre perdoa os pecados.

Não se preocupe: “O que o padre vai pensar de mim?” ou “O padre é pecador como eu!”. O padre não vai ficar pensado nisso. Imagine! Se assim fosse, não iria conseguir viver só pensando nos males do ser humano. Ele recebe a graça de acolher, ouvir, dar uma direção. Pela imposição das mãos dos apóstolos, pela graça da sucessão apostólica, os sacerdotes são colaboradores dos bispos, dos primeiros apóstolos que deram este poder para os outros apóstolos até chegar aos de hoje. Por que confessamos? Porque acreditamos no perdão e na autoridade de perdoar pecados concedida por Jesus Cristo aos apóstolos (Jo 20,22-23). O padre é pecador, mas é um escolhido; e independente de sua santidade, quando ele ministra e perdoa os pecados, a pessoa está perdoada.

O quarto passo: depois de confessar, o padre dá alguma orientação. Pode ser que ele peça para o fiel rezar o ato de contrição; depois, dá a penitência. Sobre o ato de contrição, existem fórmulas longas, outras curtas e também pode ser rezado espontaneamente. O padre, normalmente, dá alguma penitência para que o fiel repare o mal; pode ser uma oração, um gesto para que se retome à santidade perdida pelo pecado. E se o padre não deu penitência? Acalme-se! A confissão é válida. Faça uma oração e tenha atitudes de um cristão, ou seja, retome a vivência dos mandamentos, viva a vida perguntando-se como Jesus faria se estivesse no seu lugar.
Não banalize o sacramento da confissão

A confissão é uma bênção, por isso não a banalize, não a trate de qualquer forma. Examine a sua consciência, confesse-se e proponha-se a não mais pecar. Seja firme com você mesmo e tenha atenção às brechas que você deixa para o inimigo. Quando se deixa de rezar e vigiar, qualquer um se torna presa fácil.

Reze sua oração pessoal, vá à Missa, tenha devoções e reze o terço. Vigie. Esse ambiente é legal? Esse programa convém? Por fim, como foi dito acima, lembre-se de que não basta se confessar várias vezes, é preciso confessar-se e romper com o pecado. Com a graça de Deus, siga em frente e tenha a santidade como meta.

Porque confessar. como confessar


Por: Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO).
Fonte: Canção Nova
 
 
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016 às 12h22


Padre explica
O que o Papa disse sobre contracepção em caso de zika


Fala do Papa sobre contracepção em caso de zika repercutiu na imprensa; doutor em Teologia Moral esclarece que não se trata de uma liberação geral

Em suas viagens, é habitual que Papa converse com jornalistas; suas declarações repercutem

A declaração do Papa Francisco sobre contracepção em casos de zika vírus repercutiu em toda a imprensa (leia a íntegra da declaração ao final da matéria). Ontem, quanto voltava do México, ele conversou com jornalistas e abordou esse assunto, levantando a possibilidade de métodos contraceptivos, nesses casos, para evitar um “mal maior”.

“A imprensa interpretou de uma forma diferente do que o Papa disse”, explica o Doutor em Teologia Moral, padre Mário Marcelo Coelho. Muitos jornais nesta manhã noticiaram que o Papa defendeu o uso de anticoncepcionais em casos de zika vírus, mas não é bem assim, ressalta o especialista.

“O Papa fez uma declaração para um caso específico: em determinadas situações, para evitar o aborto, é preferível que se use métodos que evitem a concepção. Não significa que ele está dizendo que é liberado, que está permitido. Isso tem que ficar bem claro para a sociedade”.

O método contraceptivo é aquele que busca evitar a concepção, a fecundação do espermatozóide no óvulo. Nesse sentido, o que o Papa quis dizer, explica padre Mário, é que, nesses casos de zika vírus, se use um método que impeça a fecundação em vez de fazer o aborto, que é um crime grave. Para a Igreja, os métodos contraceptivos aceitos são aqueles naturais, como o Billings.
“Mal menor”

Em sua declaração, Francisco utilizou a expressão “mal menor” referindo-se a evitar a gravidez, mas frisou: “Não confundir o mal de evitar a gravidez, sozinho, com o aborto (…) evitar a gravidez não é um mal absoluto”.

“Entre fazer um aborto, que é matar uma criança que já está no útero da mãe e usar um método que evite a fecundação, então que se use um método que evite a fecundação. Ele diz que é um mal menor, ele não diz que não é um mal”, observa padre Mário sobre a declaração. “É um mal menor em relação ao aborto”, acrescentou.

Padre Mário disse que é preciso cuidar muito ao ler notícias publicadas pela imprensa porque, segundo ele, ela é tendenciosa e usa de uma fala para interpretá-la como quer.

“O certo é buscar uma orientação. Vá até o seu pároco, ou vá até uma pessoa esclarecida e busque orientação. Busque também através de livros do Magistério que procurem esclarecer sobre esse assunto. Não é que agora a Igreja esteja liberando tudo, o Papa não liberou isso, tanto que ele disse que é um ‘mal menor’. Nós devemos buscar uma orientação clara sobre essas declarações do Papa”, finalizou.

A pergunta e a resposta do Papa na íntegra (tradução livre Rádio Vaticano):

Santo Padre, há algumas semanas há muita preocupação em muitos países latino-americanos, mas também na Europa, sobre o vírus “Zika”. O risco maior seria para as mulheres grávidas: há angustia. Algumas autoridades propuseram o aborto, ou de se evitar a gravidez. Neste caso, a Igreja pode levar em consideração o conceito de “entre os males, o menor”?

Papa Francisco: O aborto não é um “mal menor”. É um crime. É descartar um para salvar o outro. É aquilo que a máfia faz, eh? É um crime. É um mal absoluto. Sobre “mal menor”: mas, evitar a gravidez é – falemos em termos de conflito entre o quinto e o sexto Mandamento. Paulo VI, o Grande!, em uma situação difícil, na África, permitiu às religiosas de usar anticoncepcionais par aos casos de violência. Não confundir o mal de evitar a gravidez, sozinho, com o aborto. O aborto não é um problema teológico: é um problema humano, é um problema médico. Mata-se uma pessoa para salvar uma outra – nos melhores dos casos. Ou por conforto, não? Vai contra o Juramento de Hipócrates que os médicos devem fazer. É um mal em si mesmo, mas não é um mal religioso, ao início: não, é um mal humano. Além disso, evidentemente, já que é um mal humano – como todos assassinatos – é condenado. Ao invés, evitar a gravidez não é um mal absoluto: e, em certos casos, como neste, como naquele que mencionei do Beato Paulo VI, era claro. Ainda, eu exortaria os médicos para que façam tudo para encontrar as vacinas contra estes dois mosquitos que trazem este mal: sobre isto se deve trabalhar. Obrigado.


Por: Jéssica Marçal
Da Redação Canção Nova
Foto: Arquivo


Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016 às 07h54


Coletiva no avião

Veja os principais assuntos da entrevista do Papa no retorno a Roma



Francisco falou aos jornalistas no avião que o levava de volta a Roma após sua visita ao México

Após seis dias de viagem, passando por Cuba e México, o Papa Francisco retornou a Roma nesta quinta-feira, 18. No avião, como de costume, respondeu algumas perguntas dos jornalistas que acompanhavam a comitiva papal.

Francisco falou sobre pedofilia; comentou algumas falas de Donald Trump sobre seu pontificado; condenou o aborto mesmo em gestações ameaçadas pelo vírus Zika e propôs uma saída para a crise europeia.

Confira os principais assuntos:
Pedofilia

Segundo o Papa, um bispo que troca um sacerdote de paróquia quando se reconhece um caso de pedofilia é um “inconsciente”, e o melhor que pode fazer é apresentar sua renúncia.

Depois recordou o trabalho do cardeal Ratzinger (Papa emérito Bento XVI) no caso do padre Maciel, no México, que teria se envolvido em pedofilia.  “Aqui, me permito de prestar homenagem ao homem que lutou em momentos em que não tinha a força para se impor, até que não conseguiu se impor: Ratzinger. O cardeal Ratzinger – um aplauso para ele! É um homem que teve toda a documentação. Quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, teve tudo em suas mãos, fez investigações, obteve, obteve, obteve… mas não pode guiar a execução”, disse o Papa.
Donald Trump

Um jornalista trouxe a informação de que, um dos candidatos à Casa Branca, o republicano Donald Trump, teria dito em uma entrevista, que Papa “é um homem político” e que seria uma “peça de xadrez, um instrumento do governo mexicano, para a política de imigração”.

O jornalista disse ainda que, se eleito, Trump quer construir 2,5 mil quilômetros de cercas ao longo da fronteira, quer deportar 11 milhões de imigrantes ilegais, separando assim famílias, etc.

“Então, queria perguntar, antes de tudo, o que pensa sobre estas acusações contra o senhor e se um católico estadunidense pode votar em uma pessoa assim”, questionou o repórter.

O Papa Francisco respondeu: “Graças a Deus que disse que sou um político, porque Aristóteles define a pessoa humana como ‘animal politicus’: ao menos sou uma pessoa humana, eh? E que sou uma peça de xadrez, mas, talvez, não sei… deixo isso a seu juízo, a juízo das pessoas. E, depois, uma pessoa que pensa somente em levantar muros, seja onde seja, e não a fazer pontes, não é cristã. Isso não está no Evangelho. Depois, aquilo que me dizias, o que aconselharia, votar ou não votar: não me envolvo. Somente digo: este homem não é cristão, se diz isto assim. É preciso ver se ele disse assim as coisas, não? E por isso dou o benefício da dúvida”.
Vírus Zika, aborto e gravidez

Outro assunto foi o vírus Zika que tem preocupado muitos países, inclusive o Brasil. O Papa afirmou que situação não justifica o aborto, que é um crime, “um mal absoluto”. Disse que nesse caso, evitar a gravidez seria um “mal menor”.  “Falemos em termos de conflito entre o quinto e o sexto Mandamento. Paulo VI, o Grande!, em uma situação difícil, na África, permitiu às religiosas de usar anticoncepcionais par aos casos de violência. Não confundir o mal de evitar a gravidez, sozinho, com o aborto. O aborto não é um problema teológico: é um problema humano, é um problema médico. Mata-se uma pessoa para salvar uma outra – nos melhores dos casos”

“Ao invés, evitar a gravidez não é um mal absoluto: e, em certos casos, como neste, como naquele que mencionei do Beato Paulo VI, era claro. Ainda, eu exortaria os médicos para que façam tudo para encontrar as vacinas contra estes dois mosquitos que trazem este mal: sobre isto se deve trabalhar”, completou.
Crise na Europa

A crise na Europa se estende por um tempo e se agravou nos últimos anos com a chegada de muitos imigrantes. Para o Papa, uma proposta que lhe agradou como alternativa para resolver algumas questões, foi “a refundação da União Europeia”.  “E eu gosto desta ideia da refundação: oxalá se se pudesse fazer! Porque a Europa, não diria que é “única”, mas tem uma força, uma cultura, uma história que não pode ser desperdiçada, e devemos fazer tudo para que a União Europeia tenha a força e também a inspiração de fazer ir adiante. Não sei. É isso que eu penso!”

Fonte: Canção Nova 



Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016 às 12h25


A Quaresma da Misericórdia com Maria
 
Vivamos esta Quaresma do Ano da Misericórdia com a Virgem Maria, a Mãe da Misericórdia.

Nesta Quaresma do Ano da Misericórdia, somos chamados a considerar o abismo infinito da misericórdia de Deus e, ao mesmo tempo, a grandeza da nossa miséria, sob o olhar materno da Santíssima Virgem Maria. Pois, Deus manifestou o seu amor pelo homem, a sua misericórdia infinita para com a humanidade, enviando seu Filho unigênito ao mundo através de Nossa Senhora. A este respeito, a própria bem-aventurada Virgem Maria disse a Santa Brígida: “Eu sou chamada Mãe de misericórdia e, na verdade, o sou, porque assim o quis a bondade de Deus”1. No entanto, a Mãe de Deus não se limita em ser a Porta da Misericórdia, através da qual a misericórdia de Deus entrou no mundo. Mas, ela foi constituída, pela Misericórdia de Deus, como advogada para a nossa defesa, por que o Senhor quer salvar todos.
Vivamos esta Quaresma do Ano da Misericórdia com a Virgem Maria, a Mãe da Misericórdia.

Nossa Senhora, Mãe e Rainha da Misericórdia

Em vista dessa sua missão no desígnio salvífico de Deus para a humanidade, “desgraçado [privado da graça], acrescentou a Virgem, e eternamente desgraçado, será aquele que, podendo recorrer a mim, que sou misericordiosa e benigna, não procura o meu auxílio e se condena! Tememos, acaso, diz São Boaventura, que Maria nos negue o socorro que lhe pedimos?… Não; Maria não sabe nem soube jamais olhar sem compaixão, nem deixar sem socorro aos desgraçados que recorrem a ela. Não sabe, nem pode, porque foi destinada por Deus para ser a Rainha e Mãe de misericórdia, e como tal incumbe-lhe velar pelos necessitados. Sois Rainha de misericórdia, disse São Bernardo, e quem são os súditos da misericórdia senão os miseráveis?”2. Dessa forma, se queremos alcançar a infalivelmente a misericórdia divina, digamos com São Bernardo: “Sois rainha de misericórdia, […] e quem são os súditos da misericórdia senão os miseráveis? […] Ó Mãe de Deus, já que sois a rainha da misericórdia, é de mim que deveis ter o maior cuidado, porque sou o mais miserável dos pecadores”3.

A Mãe de Misericórdia não recusa os pecadores que a invocam

Com maternal solicitude, sem dúvida, livrará da morte a nós, seus filhos enfermos, pois a bondade e clemência de Maria a convertem em Mãe de todos os que sofrem. “São Basílio a chama casa de saúde, porque, assim como nos hospitais de enfermos pobres os mais necessitados é que têm mais direito de ser recebidos, assim Maria, como disse aquele Santo, há de acolher e abrigar com piedade solícita e amorosa os maiores pecadores que a ela recorrerem”4. Por isso, não duvidemos da misericórdia de Maria Santíssima. Santa Brígida ouviu o divino Salvador dizer à Virgem Maria: “Até do próprio demônio terias compaixão se te pedisse com humildade. Nunca o soberbo Lúcifer se humilhará; mas, se esse desgraçado se humilhasse diante dessa soberana Senhora e lhe pedisse auxílio, a intercessão da Virgem o livraria do inferno”5. Com essas palavras, Nosso Senhor deu-nos a entender o mesmo que sua querida Mãe disse à Santa: “Por muito que o homem haja pecado, se recorre a mim verdadeiramente arrependido, apresso-me a recebê-lo, não considero o número de suas culpas, mas a intenção que o anima. Nem me desdenho de ungir e curar as suas feridas porque me chamam e realmente sou a Mãe de Misericórdia”6. Por isso, quando pecamos, por maiores que sejam as nossas culpas, se recorremos a Virgem Maria sinceramente, ela não olha para os pecados que nos perturbam, mas sim para a intenção que nos move. Se a ela vamos com a boa vontade de nos corrigir, esta Mãe de misericórdia nos acolhe prontamente e nos cura de todos os males que nos afligem.

São Boaventura nos estimula e recorrer com confiança a esta Mãe misericordiosa, dizendo: “Não desespereis, pobres e perdidos pecadores, levantai os olhos a Maria e respirai, confiados na piedade desta boa Mãe”7. Então, procuremos confiantemente a graça perdida e o façamos por intermédio de Maria. Esse grande graça que nós perdemos, a Virgem Maria encontra, ou seja, a ela devemos recorrer para a recuperar. “Quando o arcanjo São Gabriel anunciou à Virgem a divina maternidade, disse: ‘Não temas, Maria, porque achaste graça’8. Se Maria, porém, sempre cheia de graça, jamais esteve privada dela, como diz o Anjo que a encontrou? A isto respondeu o Cardeal Hugo que a Virgem não achou a graça para si, pois que sempre a gozou, mas para nós que a tínhamos perdido”9. Daí deduzimos que devemos apresentar-nos a Maria Santíssima e dizer-lhe: “Augusta Senhora, o bem deve ser restituído a quem o perdeu. Essa graça que encontrastes não é vossa, porque sempre a possuístes; mas é nossa e por nossa culpa a perdemos. É, portanto, a nós que a deveis restituir”10. Por isso, recorramos apressadamente a Virgem Maria, todos nós pecadores que, por nossa culpa, perdemos a graça e lhe peçamos sem medo, mas humildemente: devolve a nós o nosso bem que achastes.


Oração a Virgem misericordiosa para recuperar a graça perdida

“Eis que aqui a vossos pés, ó Mãe de Deus, um miserável pecador que deixou perder voluntariamente, não uma, mas muitas vezes, a divina graça que vosso Filho lhe conquistou com sua morte. Ó Mãe de misericórdia, com a alma cheia de feridas, recorro a vós. Não me desprezeis ao ver o estado em que me acho; antes olhai-me com maior compaixão e apressai-vos a socorrer-me. Vede a confiança que me inspirais e não me abandoneis. Não procuro bens terrestres, mas a graça de Deus e o amor a vosso divino Filho.

Orai por mim, minha Mãe. Não cesseis de rogar, a fim de que por vossa intercessão e em virtude dos merecimentos de Jesus Cristo alcance a salvação. É vosso ofício interceder pelos pecadores, exercei-o para comigo […] Recordai-me a Deus e defendei-me. Não há causa, por mais desesperada que seja, que se perca quando é defendida por vós. Sois a esperança dos pecadores e a minha esperança… Nunca deixarei, Virgem Santa, de servir-vos, de amar-vos e de recorrer a vós… Não deixeis de socorrer-me, sobretudo quando me virdes em perigo de perder novamente a graça do Senhor. Ó Maria, excelsa Mãe de Deus, tende compaixão de mim!”11

A Mãe de Misericórdia se antecipa às nossas necessidades

Maria Santíssima é uma advogada tão caridosa, que não somente nos auxilia quando recorremos a ela, mas nos procura, por si mesma, quando perdemos a graça, para nos defender e nos salvar. Nossa Senhora convida-nos a todos, a fim de animar-nos a esperança de todos os bens, se nos colocamos sob a sua proteção. A Mãe de Deus chama a todos nós, justos e pecadores: “Em mim há toda a esperança de vida e virtude. Vinde todos a mim”12. O demônio anda ao redor de nós, procurando a quem devorar13. Mas, esta divina Mãe procura sempre a quem possa salvar. “Maria é Mãe de misericórdia, porque sua caridade e clemência a obriga a compadecer-se de nós e cuidar constantemente de salvar-nos, como mãe carinhosa, que não pode ver os filhos em risco de perder-se sem logo os socorrer”14.

Depois de Jesus Cristo, quem tem mais cuidado da nossa salvação do que a Santíssima Virgem? “São Boaventura acrescenta que Maria se mostra tão solícita em socorrer aos pecadores, que não parece ter outro desejo além deste”15. Nossa Senhora ajuda certamente aos que a ela se recomendam e a ninguém desampara. A Mãe da Igreja é tão benigna, que não recusa a ninguém. Entretanto, isto não basta para satisfazer o coração terníssimo de Maria. Ela antecipa as nossas súplicas e serve os nossos interesses, ainda antes de lhe pedirmos. A Mãe de Jesus é tão misericordiosa que, onde vê misérias, acode logo e não pode ver ninguém necessitado sem socorrer. Dessa forma ela procedeu na sua vida mortal, como aconteceu nas bodas de Caná, na Galileia, quando faltou vinho. Sem que ninguém recorresse a ela, vendo a aflição em que se achavam os jovens esposos, suplicou ao seu divino Filho que lhes poupasse aquele desgosto, dizendo: “Eles não têm vinho”16. Dessa forma, alcançou do Senhor o milagre da transformação da água em vinho. Se a compaixão da Virgem Maria para com os aflitos era tão grande enquanto vivia aqui na Terra, “o seu desejo de nos socorrer — diz São Boaventura — é de certo maior agora, que reside no céu, donde vê melhor as nossas misérias e melhor se pode compadecer de nós”17. Ademais, se Maria, sem ser invocada, se mostrou tão solícita em nos socorrer, quanto mais atenderá quando lhe dirigimos as nossas preces. Por isso, não deixemos de recorrer a esta Mãe divina, em todas as nossas necessidades, pois ela está sempre disposta a socorrer a quem a invoca.

A Virgem Maria tem mais desejo de conceder-nos os seus favores do que nós de recebê-los dela. Por isso, quando recorremos a Mãe do Senhor, sempre a encontramos cheia de misericórdia e de graças para nos conceder. É tão vivo esse desejo de nos fazer bem e de nos salvar, que a Mãe de Deus se dá por ofendida, não tanto por quem a injuria, mas por aqueles que não lhe pedem amparo e proteção. A Santíssima Virgem salva a todos que se recomendam a ela com o firme propósito de mudar de vida, tanto que São Bernardo a chama de Salvação dos que a invocam. Assim, recorramos a esta Mãe de misericórdia, e digamos a ela com São Boaventura: “Ó Mãe de Deus, Maria Santíssima; porque em vós pus minha esperança, espero que não serei condenado”18.

Oração a Mãe de Misericórdia de um infeliz pecador

“Aqui tendes a vossos pés, ó Maria, um infeliz escravo do inferno que vos pede misericórdia. E ainda que não mereça nenhum bem, vós sois a Mãe de Misericórdia, e a misericórdia se pode exercer com aquele que não a merece. Todo mundo vos chama esperança e refúgio dos pecadores, portanto sois meu refúgio e minha esperança. Sou uma ovelha tresmalhada; mas para salvar a esta ovelha perdida o Verbo Eterno veio do céu à terra e se fez vosso Filho e é ele que nos manda recorrer a vós e que me socorrais com vossas súplicas. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus…

Ó excelsa Mãe de Deus, porque rogais por todos, orai também por mim. Dizei a vosso Filho que sou vosso servo e que me protegeis. Dizei-lhe que em vós pus minhas esperanças. Dizei-lhe que me perdoe, porque me arrependo de todas as ofensas que lhe fiz, e que me conceda a graça de amá-lo de todo o coração. Dizei-lhe, enfim, que me quereis salvar, pois ele faz tudo o que lhe pedis… Ó Maria, minha esperança e meu consolo, em vós confio! Tende piedade de mim”19. Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Misericórdia, rogai por nós!



Por: Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.
Fonte: Canção Nova





Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016 às 12h20


Palavra aos presidiários
Papa leva esperança e misericórdia a presos de Ciudad Juárez


No último dia de viagem ao México, Papa visitou penitenciária de Ciudad Juárez e destacou necessidade de trabalhar a reinserção social devidamente


O fraterno abraço do Papa Francisco a uma detenta

Um momento para levar a esperança e a misericórdia de Deus a quem passa a vida atrás das grades de um presídio. Assim foi o encontro tão desejado pelo Papa Francisco com os presidiários de Ciudad Juárez nesta quarta-feira, 17. O Santo Padre visitou o centro penitenciário da cidade, um de seus últimos compromissos no México.

Francisco foi recepcionado com o discurso da detenta Evelia Quintana. “Nem tudo acabou aqui, é só uma pausa em nossas vidas (…) Trabalhemos para que nossos filhos e filhas, não repitam a mesma história”, disse.

O Santo Padre afirmou que não queria ir embora do México sem se encontrar com os presos e poder com eles celebrar o Jubileu da Misericórdia, lembrando que não há lugar onde a misericórdia de Deus não possa chegar.

“A misericórdia divina lembra-nos que as prisões são um sintoma de como estamos na sociedade; em muitos casos são um sintoma de silêncios e omissões provocadas pela cultura do descarte. São sintoma duma cultura que deixou de apostar na vida, duma sociedade que foi abandonando os seus filhos”, disse o Papa.

A reabilitação
Presidiários no encontro com o Papa

O Santo Padre afirmou que essa mesma misericórdia recorda que a reabilitação não começa dentro dos presídios, mas nas ruas das cidades, quando se cria a chamada “saúde social”. Trata-se de um sistema que previne os caminhos que acabam por ferir e deteriorar o tecido social.

“Às vezes parece que as prisões se proponham mais colocar as pessoas em condição de continuar a cometer delitos do que promover processos de reabilitação que permitam enfrentar os problemas sociais, psicológicos e familiares que levaram uma pessoa a determinada atitude”.
Alguns detentos fizeram fila para cumprimentar Francisco

Segundo o Papa, o problema da segurança não se resolve apenas prendendo as pessoas, mas requer o enfrentamento do que causa essas situações. A reinserção social, segundo o Papa, começa com a frequência à escola, com o emprego digno para as famílias, com espaços públicos para recreação e acesso aos serviços básicos.
O Jubileu da Misericórdia



Francisco explicou para os detentos que celebrar o Jubileu da Misericórdia é aprender a não ser prisioneiro do passado, mas abrir-se para o futuro e acreditar que as coisas podem tomar outro rumo. “Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é convidar-vos a levantar a cabeça e empenhar-vos para obter o tão ansiado espaço de liberdade”.

Não se pode voltar atrás no que foi feito, reconheceu o Papa, mas isso não significa que não há uma nova página a ser escrita. E por isso mesmo Francisco quis ir ao presídio levar aos presos essa misericórdia de Deus.

“Vocês conheceram a força do sofrimento e do pecado; não esqueçam, porém, que tendes ao vosso alcance também a força da ressurreição, a força da misericórdia divina que faz novas todas as coisas. (…) Quem sofreu o máximo da amargura a ponto de poder afirmar que ‘experimentou o inferno’, pode tornar-se um profeta na sociedade. Trabalhai para que esta sociedade que usa e joga fora não continue a fazer mais vítimas”.

Não faltou no discurso de Francisco uma palavra de agradecimento àqueles que trabalham na penitenciária ou que realizam algum tipo de assistência no local, bem como aos capelães, consagrados e leigos que levam a misericórdia de Deus ao presídio. “Todos vocês podem ser sinal das entranhas de misericórdia do Pai. Precisamos uns dos outros para continuar em frente”, concluiu.

Próximos compromissos

Após o encontro com os detentos, Papa Francisco segue ao encontro dos trabalhadores de Ciudad Juárez. Ainda hoje, antes de se despedir do México, ele celebra a Santa Missa nessa que já foi considerada a cidade mais perigosa do mundo.

Depois da cerimônia de despedida, Francisco retorna ao Vaticano.



Jéssica Marçal
Da Redação Canção Nova
Foto: Reprodução CTV




Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016 às 10h38
 
 

Vós sois a riqueza do país


Papa Francisco fala aos jovens em Estádio no México


No encontro com jovens, em Estádio no México, Papa Francisco disse que os jovens são a riqueza do país e da Igreja

Nesta terça-feira, 16, às 20h15 (horário de Brasília), Papa Francisco encontrou-se com milhares de jovens no Estádio José María Morelos y Pavón e falou que eles são, não a esperança, mas a riqueza do México e da Igreja.

O Santo Padre foi recebido de forma calorosa pelos jovens com músicas e danças que fazem parte da cultura e do rico folclore da cidade de Michoacan, que é uma terra de pescadores.

Após as apresentações, Francisco ouviu atentamente o testemunho de alguns jovens que falaram sobre a realidade por eles vivida como violência, mercado de trabalho e sexualidade.

Roberto, um dos jovens que testemunharam, salientou que eles querem vencer os medos e se comprometerem a pensar além das questões individuais.

Carmem Daniela, jovem mexicana, disse: “Só Jesus é fonte de verdadeira esperança, Ele é nosso amigo, irmão, o Deus conosco, nosso caminho e vida plena”.


Estádio José María Morelos y Pavón, México.


O Papa iniciou o discurso dizendo: “Quero enviar uma saudação e uma bênção aos que estão reunidos na Praça São João Paulo II, em Guadalajara, seguindo o que está acontecendo aqui. Somos dois Estádios, em Guadalajara e aqui.”

Assim prosseguiu: “A montanha pode ter minerais ricos, que vão servir para o progresso da humanidade, essa é sua riqueza. Mas essa riqueza precisa ser transformada quando os mineradores vão extraindo os minerais. Vocês são essas riquezas que precisam ser transformadas.”

“A riqueza e a esperança trazemos dentro de nós”, diz Papa aos jovens.

Durante o discurso acrescentou:

A jovem Carmem fez um desafio a todos e deu-lhes uma dica sobre esperança; e todos que falaram das dificuldades, daquilo que lhes acontecia, afirmavam uma verdade muito grande: não podemos viver sem esperança. “Com minhas mãos e minha mente posso construir a esperança”, disse ela.

Cada um responda ao seu coração: é verdade que nem tudo está perdido? Eu estou perdido? Eu valho pouco ou muito? A riqueza e a esperança trazemos dentro de nós.

Os jovens Roberto e Alberto disseram que falta ao povo oportunidade de estudo, mas não se cansaram de dizer que eles são a riqueza do México. “Vocês disseram que perderam o encanto de caminhar juntos, sonhar juntos. Mas não percam o encanto de sonhar, atrevam-se a sonhar!”, disse um dos jovens. Daniela, com muita ênfase, acrescentou: “Cremos em Jesus Cristo!”.

A arte do triunfo não é deixar de cair, mas sim não permanecer caído. Jesus Cristo é o único que o pode ajudar. Não esconda suas mãos quando estiver caído; agarre-se às mãos de Cristo! Não se permitam permanecer caídos, nunca! E se virem algum amigo que caiu, ofereçam-lhe a mão, com dignidade, fiquem ao lado dele, escutem como amigo, devagar, deem forças com suas palavras e escuta. Deixe o outro falar, deixe que ele conte e aos poucos estenda a mão e depois comece a falar de Jesus Cristo. Nunca larguem a mão de Jesus Cristo, nunca se afastem d’Ele, com Jesus é possível viver a fundo, é possível crer que a vida vale a pena, que vale dar o melhor de si, ser sal e luz na comunidade, no meio dos amigos, na família.

Peço que não se deixem excluir nem desvalorizar, não se deixem tratar como mercadoria! Jesus deu um conselho para isso: “Sejam astutos como as serpentes e humildes como as pombas”. Aos jovens, esperteza não falta; às vezes, falta astúcia para que não deixem de fazer alguma coisa. Neste caminho, talvez, vocês não terão o último carro nem o bolso cheio de dinheiro, mas terão o encanto de sonhar, de sentir-se família e comunidade. Vocês terão a experiência de olhar o mundo na cara, com a cabeça erguida, sem carro nem dinheiro, mas com dignidade.

Três palavras que vamos repetir: riqueza, esperança e dignidade. A riqueza que Deus deu a vocês, a esperança que Jesus Cristo dá e a dignidade que não lhes permite que “tirem onda” com vocês e que sejam mercadoria dos outros.

Nunca deixem de lado a família, ela é a pedra de base da construção de uma grande nação.

Ao fim do discurso, Papa Francisco agradeceu pelo encontro e disse: “Peço que rezem por mim”.


Por: Míriam Bernardes
Da Redação Canção Nova
Foto: Reprodução CTV